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terça-feira, março 01, 2005

Começo

Março. Começa agora o novo ano. No dia 21 deste mês ocorre o Equinócio da Primavera. Façamos a festa da vida. Hoje alguém me disse: quem ama a vida tem um coração enorme. E de facto assim é, para amar, aceitar e viver a vida em pleno temos de o fazer com muito, muito AMOR. Mas não esse amor de cartões de Valentim, ou sms pré-pagos e bem pagos, mas um amor permanente, duro e verdadeiro. Aquele que nos questiona, magoa e no entanto nos faz aperciar a vida. Que se celebre a Primavera com esta festa da Luz, e que agora que os dias vão começar a crescer, que se espalhe por toda a Terra e pelas nossas vidas este novo começar. Pois a vida é um momento, cada dia que nasce é um novo começo!

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

Afinal não acabou, mana...

Tocou o telefone, do outro lado da linha ela sorrindo dizia, parece que afinal não acabou...
E era verdade, não acabou mesmo. De uma maneira estranha, isto deixava-me triste! Com o meu fatalismo português, este fado que nos faz abrir garrafas de vinho tinto e comer broa de milho encharcada em gordura de sardinha assada e azeite, acreditava piamente que ela o veria. Talvez eu não, mas ela sim o veria. Mais uma vez ponho em causa a imortalidade. Já não bastara há uns anos, essa supresa que me deixou atónito, falecera Fernado Pessa! O jornalista que relatara durante a segunda guerra mundial os bombardeios a Londres como se fossem jogos de futebol, e que eu julgara ser eterno. Pensei que seria ele a entrevistar todos os meus amigos no centenário da minha morte, mas afinal também ele morreu, nem o pedalar na bicicleta todas as amanhãs o manteve eterno... Mas agora fiquei surpreso... ela esperava que eu atendesse o telefone. Mas estes momentos de absoluta consciencia da insustentavel leveza de se ser... são para ser vividos sozinho... quando por fim o telefone se calou, tomei uma vez mais consciencia que estava vivo, que as noticias ainda decorriam e que lá fora a noite, apesar de ventosa continuava, tranquila. Abandonando-me nos braços de morfeu ainda me apeteceu confirmar-lhe: Afinal não acabou, mana...

sexta-feira, fevereiro 04, 2005

Perguntaste-me hoje...

Perguntaste-me hoje,
Com esse sorriso tímido que nunca esquecerei,
As mais complicadas perguntas que já ouvi.
Perguntaste-me hoje, do fundo de ti.

Como responder com a verdade que mereces?
A verdade é fria e faz a gente crescer,
E por em causa tudo aquilo que levámos anos a aprender.

Se eu te pudesse responder com a mesma verdade
com que a menina, defronte da tabacaria, come chocolates.

É tão sincera a tua dúvida e a tua curiosidade,
Que nada mais merece senão a verdade.

Mas eu sei que não tenho o direito de te estragar o sonho.
Eu não posso, nem quero, que deixes já de sonhar!

Mas perturba-me e peço ajuda a quem me possa ajudar,
Como se explica o que é "sedução" a uma menina,
Que tem, ainda, muito tempo para sonhar?

terça-feira, fevereiro 01, 2005

Apressa-te, amor, que amanhã eu morro, e não te vejo!

Canção (Cecília Meireles)

Não te fies do tempo nem da eternidade,
que as nuvens me puxam pelos vestidos
que os ventos me arrastam contra o meu desejo!
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã morro e não te vejo!

Não demores tão longe, em lugar tão secreto,
nácar de silêncio que o mar comprime,
o lábio, limite do instante absoluto!
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã eu morro e não te escuto!

Aparece-me agora, que ainda reconheço
a anêmona aberta na tua face
e em redor dos muros o vento inimigo...
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã eu morro e não te digo...


Se a vida é curta, intensa e bela, mas irremediavelmente curta. Falhamos quando não a saboreamos plenamente em todo o momento. Amar, essa urgência natural do ser pensante, que é no fundo a única razão de se ser. Pois o amor é, nada mais que a propria vida. Nele se gera vida, sem ele não há vida.
Quando passamos um dia a fugir do amor, estamos a fugir da própria vida, do sabor do que é ESTAR VIVO.
Amar é a aventura de viver, o momento, o tempo. Quando magoamos quem amamos, quando sentimos e negamos, quando para justificar a razão de não amar inventamos e imaginamos, estamos à espera de um amanhã em que tudo será diferente... e talvez até seja. Mas perdemos o hoje, negamos o desejo e pode ser que amanhã eu morra e já te não vejo!

quarta-feira, novembro 10, 2004

Escolher é terrivel

"Um velho, na altura de morrer, chama os seus três filhos e diz-lhes:
- Não posso dividir por três o que possuo. Isso deixaria
muito pouco a cada um de vós. Decidi dar tudo em herança ao que se mostrar o mais hábil e o mais inteligente. Ou seja: ao meu melhor filho. Pousei em cima da mesa uma moeda para cada um de vós. Pegai nelas. Aquele que, com a sua moeda, comprar com que encher o telheiro terá tudo.
Partiram, o primeiro filho comprou palha, mas só conseguiu encher o telheiro até meia altura. O segundo filho comprou sacos de penas, mas também não conseguiu encher o telheiro. O terceiro comprou apenas um pequeno objecto. Era uma vela. Aguardou a noite, acendeu a vela e encheu o telheiro de luz."


História Etíope




Terrivel é o momento em que temos de fazer escolhas, terrivel mesmo. O problema das escolhas é nunca terem só um lado. Por melhor que seja a razão de uma escolha perdemos sempre. Escolher não é só dizer que sim ao escolhido, é também dizer que não ao rejeitado. Pudesse eu ter a lucidez do terceiro filho, e fazer uma escolha simples que pudesse encher de luz todo o mundo!

segunda-feira, outubro 25, 2004

O Silêncio

Algures na Arábia, um mestre e o seu discípulo caminhavam em passo lento por um terraço, a meio da noite.
De súbito, o discípulo diz a meia voz:
- Que silêncio...
- Não digas: «Que silêncio» - aconselhou o mestre - Diz: «Não oiço nada».

(História Árabe)

Dedico esta história ao Pedro, e aos seus 16 anos de curiosidade cientifica. Estive este sábado à noite meditando com ele sobre o silêncio, e sobre as pessoas estarem preparadas ou não para o silêncio. Este tema perturba-me sempre, pois como sou um fanático da comunicação, tirando o recolhimento individual, o silêncio em conjunto parece-me sempre um desperdício da oportunidade sublime de comunicar. Como diz Jacinto Lucas Pires na sua peça "Universos e Frigoríficos": o silêncio só é onde há ruído, senão nem silêncio pode ser!
Havia um poeta popular que gritava: se eu depois de morto vou em silêncio, então que fale agora enquanto a vida mo permite!
É assim que eu vejo o mundo ao meu redor, um mundo que não está em silêncio, mas dele não oiço nada!

sexta-feira, outubro 15, 2004


Se tudo não passa de um sonho, quem dorme? Posted by Hello

O Sonho da Borboleta

Um homem sonha que é uma borboleta. Revoluteia com leveza de flor em flor, abrindo e fechando as suas asas, sem a mais ténue lembrança da sua natureza humana.
Quando acorda, percebe com espanto que é um homem.
Mas será ele um homem que acaba de sonhar que era uma borboleta? Ou uma borboleta a sonhar que é um homem?

(História Chinesa de Tchung-tsé)

segunda-feira, setembro 06, 2004

ActivARTE

Olá,

Este é um sitio onde vamos trocar ideias sobre a natureza humana
e a sua expressão maxima: a Arte.

Espero com este Blog activar-te, fazer-te mexer,

fazer-te acreditar que tudo é possivel!


"Nós podemos fazer tudo, desde que façamos
tudo o que é necessário para o conseguir!"

(Alexandre)