E como se dá um beijo?
Com palavras sossegadas, ditas devagarinho?
Com olhares envergonhados de tímido carinho?
Com dedos compridos e leves com um saber atrevido?
Com lábios de um doce nervoso e um atalhar do caminho?
Talvez o beijo seja tudo, ou talvez não seja nada,
mas será sempre o futuro que num presente se guarda!
sexta-feira, abril 08, 2011
sexta-feira, abril 01, 2011
Ser mulher
Não há ruga a mais no corpo da mulher
como as curvas, as linhas,
os montes os vales,
os secretos, os incertos, os engraçados,
os pelos discretos, os enrolados,
os cabelos compridos,
o ventre largo,
o sorriso alegre mesmo com um olhar amargo
a mão amiga, a mão amigo, amam comigo...
o estar sempre presente
o estar com o outro, o estar consigo
Cantar como um pássaro
Voar como um pássaro
Amar livre como um pássaro!
Ser mulher, é permanecer sempre dentro
enquanto tudo muda lá fora!
como as curvas, as linhas,
os montes os vales,
os secretos, os incertos, os engraçados,
os pelos discretos, os enrolados,
os cabelos compridos,
o ventre largo,
o sorriso alegre mesmo com um olhar amargo
a mão amiga, a mão amigo, amam comigo...
o estar sempre presente
o estar com o outro, o estar consigo
Cantar como um pássaro
Voar como um pássaro
Amar livre como um pássaro!
Ser mulher, é permanecer sempre dentro
enquanto tudo muda lá fora!
quinta-feira, março 24, 2011
A Dança
A Dança é a resposta emocional do nosso corpo à música
é o harmonizar o que se sente com o sentir
A Dança é a maneira magica de sorrir com o corpo todo
gritar com o corpo todo, chorar e amar com o corpo todo.
A Dança é o grito no silêncio, é o grito no grito
é também o grito para além do grito.
A Dança é voar como um cisne, é ser rio
é ser mar, ser paz, correr pelas pelas paredes,
cair no teto, é ver o mundo ao contrário,
é estar no mundo ao contrário.
A Dança é a vida a bater forte com os pés
é a paixão desmedida que nos agita as mãos
é o encantamento que nos cativa o olhar,
muito para além do desejo,
é uma forma simples de amar!
é o harmonizar o que se sente com o sentir
A Dança é a maneira magica de sorrir com o corpo todo
gritar com o corpo todo, chorar e amar com o corpo todo.
A Dança é o grito no silêncio, é o grito no grito
é também o grito para além do grito.
A Dança é voar como um cisne, é ser rio
é ser mar, ser paz, correr pelas pelas paredes,
cair no teto, é ver o mundo ao contrário,
é estar no mundo ao contrário.
A Dança é a vida a bater forte com os pés
é a paixão desmedida que nos agita as mãos
é o encantamento que nos cativa o olhar,
muito para além do desejo,
é uma forma simples de amar!
sexta-feira, março 18, 2011
Treme
Não me deixes aqui sozinho
enquanto a terra treme
enquanto o tempo incerto
deixa a fome pelo chão
e a tecnologia
que é moderna e propicia
conforto e animação
não salvou aquela ilha
deixou sofrer o Japão.
enquanto a terra treme
enquanto o tempo incerto
deixa a fome pelo chão
e a tecnologia
que é moderna e propicia
conforto e animação
não salvou aquela ilha
deixou sofrer o Japão.
domingo, março 13, 2011
A Viagem

Mata de Peninha - Sintra
Para a viagem, segundo eu a entendo, apenas são necessários o viajante e caminho. O destino é secundário e pode até ser um factor de desânimo, pois só com o bem marcado destino se pode aferir a viagem e avaliar a seu progresso e não ser o desejado. Quem viaja sem destino marcado está sempre a tempo. Qualquer viagem começa sabendo que terá um fim, há quem só pense na meta e há quem desfrute verdadeiramente do caminho!
sábado, março 12, 2011
quinta-feira, março 10, 2011
Alguns cairam-me dos dedos

Foto de Man Ray
Alguns caíram-me dos dedos
como pétalas
outros dos lábios inquietos.
Uns forraram a planície do teu ventre
outros aventuram-se em lugares mais secretos.
Mas eram todos batidas do meu coração,
e não esqueço um só
dos que não levantaste do chão!
segunda-feira, fevereiro 28, 2011
Que eu não te perca
Que eu não te perca no silêncio dos nossos dias,
nas horas mortas, nos meus desejos.
Que eu não te perca sem te ver,
cego de egoísmos, cego de machismos,
cego de preconceitos.
Que eu não te perca nas esquinas
que a vida nos faz dobrar a tempos desencontrados.
Que eu não te perca para sempre
em conflitos escusados.
Que eu nunca esqueça o Sol que brilha dentro de ti,
Não quero acordar um dia e ver que te já perdi.
Há quem diga que a saudade, é o aval do valor
que um coração abandonado devota ao que já foi amor.
Mas a dor que mais fustiga, quem não quer deixar de amar
é sentir-se perder daquele a quem mais se quer dar!
nas horas mortas, nos meus desejos.
Que eu não te perca sem te ver,
cego de egoísmos, cego de machismos,
cego de preconceitos.
Que eu não te perca nas esquinas
que a vida nos faz dobrar a tempos desencontrados.
Que eu não te perca para sempre
em conflitos escusados.
Que eu nunca esqueça o Sol que brilha dentro de ti,
Não quero acordar um dia e ver que te já perdi.
Há quem diga que a saudade, é o aval do valor
que um coração abandonado devota ao que já foi amor.
Mas a dor que mais fustiga, quem não quer deixar de amar
é sentir-se perder daquele a quem mais se quer dar!
quinta-feira, fevereiro 24, 2011
O homem que se preparava mas não vivia

Tarde de Inverno, dia frio, cinzento. Com as golas do blusão levantadas até às orelhas, para que o frio não me as fustigasse, caminhava em direcção à Gare. Sumi-me escada abaixo, nesse formigueiro urbano em que o anonimato se celebra diariamente. O Metro é frio, mas o bafo humano aquece o ar e torna-o pesado. O paradoxal do abafo da presença dos outros que é a mesma presença que aumenta a solidão por ser feita por tanta gente. Uns dormitam, miúdos gritam de joelhos nos bancos. Há árabes de turbante, chineses, pretos e brancos. Um grupo de espanhóis conversa em alto volume indiferente a quem o rodeia. Dois finlandeses, muito acima da altura média nacional, consultam um mapa de Lisboa. A rapariga dos piercings, com o cabelo rosa preto e branco, olha com saturado desdém para o muçulmano de fato e turbante. Ao fundo da carruagem uma mulher de preto de olhos vermelhos mira o negro infinito para além da janela, olhos verdes, intensos. Deve ter sido muito bela em jovem, adivinho eu sem conseguir evitar um ataque de ternura que quase me faz ir lá beijá-la. Perdeu alguém recentemente se aquilo são duas alianças... E nisto a composição detém-se, as portas abrem e no buliçoso movimento que se cria entra um homem, novo, vestido a rigor, gabardina clara e o nariz enfiado num livro. Curioso como sou detenho-me, talvez com inveja, a observá-lo. Lê compulsivamente, nem lhe vejo os olhos mas em intervalos regulares vira as páginas, quase sem tirar o nariz das folhas. Isso é que é paixão pela leitura! Não resisto e leio o título do livro "como observar as pessoas"! É um livro de Janine Driver, não conheço mas o título não deixa grande margem para dúvidas. É, portanto, motivador para aquele leitor compulsivo o tema. É tão aliciante que até já tenho vontade de ir lê-lo. O Metro continua a sua jornada, parando de dois em dois minutos para respirar como uma baleia, sai fluxo, entra fluxo. A viagem dura bem uns vinte minutos. Eu, de olho nele, de olho na carruagem, de olho nas pessoas e em especial de olho na morena alta de leggings pretos que se sentou à minha frente, sem imposturas tolas confundindo aquele tecido justo que a deixa mais despida que nua com umas pudicas calças. A viagem termina, ele levanta os olhos do livro para confirmar onde está, volta a enterrar o nariz no livro e sai da carruagem, deve ser mesmo importante esta tarefa de leitura a que religiosamente se devota. Cruzou-se com tanta gente, viveu e esteve connosco naquela viagem em que a intimidade forçada nos aproxima sem acanhamentos, e ele sem nunca erguer os olhos do livro. Um dia saberá tudo sobre como observar pessoas, poderá é já não ter olhos!
quarta-feira, fevereiro 02, 2011
Boas surpresas
Duas boas surpresas numa altura em que tudo me deixa triste.
Hoje ao abrir o Google tive um ataque de doce nostalgia: O Vitinho faz 25 anos, não sei se isso me faz mais velho ou se me faz regressar à infância, mas é uma boa surpresa.

A juntar a esta, a boa surpresa que foi revisitar os temas do Vitinho pela voz de David Fonseca no CD da Leopoldina. O CD está muito bom e este tema em particular está muito bem conseguido, e ainda por cima comprá-lo é ajudar uma boa causa!
Hoje ao abrir o Google tive um ataque de doce nostalgia: O Vitinho faz 25 anos, não sei se isso me faz mais velho ou se me faz regressar à infância, mas é uma boa surpresa.

A juntar a esta, a boa surpresa que foi revisitar os temas do Vitinho pela voz de David Fonseca no CD da Leopoldina. O CD está muito bom e este tema em particular está muito bem conseguido, e ainda por cima comprá-lo é ajudar uma boa causa!
quarta-feira, dezembro 22, 2010
sexta-feira, dezembro 17, 2010
Fio

Corta-me,
abre em mim um rio,
deixa-me cair num fio
deixa-me fluir.
Sorve-me
o aroma do meus passos
o sal dos meus cansaços
deixa-me dormir
Ensina-me
as palavras mágicas do teu tremer
a fome que não se sacia com comer
deixa-me saber
Pinta-me
Numa foto tirada ao espelho
O rosto em tons de vermelho
deixa-me perder
Constrói
Sobre o chão nu uma paliçada
Um mundo novo no meio do nada
e deixa-me erguer!
Avisa-me
que o tempo é um eterno vazio
e que do peito nos escorre em fio
a vontade de viver!
domingo, dezembro 12, 2010
Não tinha amanhã nem madrugada

Não tinha amanhã nem madrugada
nem desejos como as gentes
que vivem silenciosos mais um dia
Não tinha amanhã nem madrugada
Não tinha mulher, amante ou namorada
Não tinha nada
Não tinha amanhã nem madrugada
mas tinha uns olhos vivos
como brasas, e via as pessoas e as casas
e observava. O tempo nunca passava.
Nunca passa, sobretudo para quem
vive deitado com a desgraça
a fome o vazio,
o mijo morno, o chão frio.
Não tinha amanhã nem madrugada
mas a cada novo dia, renascia
e nas mão trémulas segurava um caderno
de argolas com manchas de café
nódoas de fruta e migalhas de pão
e as folhas estavam amarelas
de tanta chuva miudinha cair nelas.
Era um homem, à beira da minha estrada,
e vivia ali, como quem não tinha
amanhã nem madrugada!
quinta-feira, dezembro 02, 2010
Começar de novo

Um dia disseram ao Sol que. perto do meio dia, bem no alto do Céu iria aparecer o amor de sua vida. O Sol levantou-se de madrugada e foi subindo alegre até chegar ao meio dia ao ponto mais alto do Céu. Como não aparecia ninguém e o tempo ia passando, o Sol foi perdendo o seu brilho e triste se foi embora! Mas no dia seguinte pela manhã ele acordou e de novo fez o percurso alegremente até ao novo meio dia. E continua a fazer isso todos os dias.
Se o Sol não se cansa de começar de novo todos os dias, quem somos nós para desistir?
sábado, novembro 27, 2010
Sunsets - O que ganhamos e o que perdemos?
Há um velho homem que foi levado, nessas viagens que as Câmaras Municipais fazem para ficar bem, a uma exposição de um certo fotógrafo. O tema da exposição era o pôr-do-sol. O homem passeou pela galeria admirando espantado a diversidade de tons, de paisagens, de ambientes, de luz que o fotógrafo captou. E ficou muito apreensivo. No regresso a casa perguntaram-lhe porque é que estava com aquele ar, se não tinha gostado da exposição. O homem pensou um pouco e disse:
- Adorei a exposição, mas não consigo deixar de ter pena do fotógrafo que, concentrado em tirar as fotografias, perdeu todos aqueles lindos pôr-do-sol.
- Adorei a exposição, mas não consigo deixar de ter pena do fotógrafo que, concentrado em tirar as fotografias, perdeu todos aqueles lindos pôr-do-sol.
domingo, novembro 14, 2010
Chuva miudinha
quinta-feira, outubro 07, 2010
Há palavras
Há palavras que nos deitam na cama e nos aconchegam os lençóis!
Depois há outras, que também nos deitam na cama mas não nos deixam dormir
Depois há outras, que também nos deitam na cama mas não nos deixam dormir
quarta-feira, outubro 06, 2010
Outono

Chega o Outono secando as folhas,
doirando o verde que se vai escondendo.
As castanhas assadas anunciam o frio,
as noites longas, os dias curtos.
Os casacos pesados a esconder os corpos,
a alegria das primeiras chuvas
a cair lá fora,
enquanto me imagino à lareira,
que não tenho,
com uma manta sobre os joelhos a ler
O Livro de Cesário.
Gosto do Outono e das doces recordações
que dele me advêm!
No passado os aromas que deixaram marca.
E hoje o sorriso de quem me é tão especial!
quinta-feira, setembro 30, 2010
quarta-feira, setembro 29, 2010
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