segunda-feira, junho 13, 2005

Hoje deitei-me ao lado da minha solidão...

Se vens à minha procura,
eu aqui estou. Toma-me, noite,
sem sombra de amargura,
consciente do que dou.

Nimba-te de mim e de luar.
Disperso em ti serei mais teu.
E deixa-me derramado no olhar
de quem já me esqueceu.


in As Mãos e os Frutos (XII)
Eugénio de Andrade

Os poetas não morrem, libertam-se da condição limitativa do corpo físico para se dispersarem por todos nós que o lemos e recordamos!

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