quinta-feira, janeiro 28, 2010

Anjo perdido

Sou anjo sujeito ao demónio maroto que me atormenta.
Mostra o inferno de portas douradas que muito me tenta!
Fala de amor, de carne, prazer e de sedução.
E me deixa sonhar, me deixa perder, me turva a razão.

E tu me disseste, na calada da noite, que rezasse sozinho.
Que no escuro procurasse, até encontrar o mais certo caminho.

Ouvi tua voz, que falava baixinho, chamava por mim.

Sou anjo perdido e, eternamente, serei assim!



Francisco Goya - O Sono da Razão

domingo, janeiro 03, 2010

Paradigma tempo

É lenta a madrugada
mas o crepúsculo
cede breve ao escuro
à noite cerrada.

É estranho,
será só para mim?

Tão lento o começo,
tão fugaz o fim!