quinta-feira, agosto 21, 2008

Quase te sinto o cheiro

És enorme e escura
és fria e dura
e ninguém sabe os limites da tua crueldade

És filha da ambição
és mãe da desolação
e és em tudo contrária à liberdade

Neste tempo sem Deus nem amor,
de violência e futuro incerto,
nunca a Europa te teve tão perto.

Petróleo, corrupção e dinheiro...
Estás lá longe, na Georgia
e eu quase te sinto o cheiro.

2 comentários:

carlota disse...

Gostei imenso,a sério... Está muito cá de dentro!

Oblívio Denego disse...

Política internacional?
Curioso abordar-se o tema do ressentimento de uma Guerra Fria quando há tantas outras guerras frias, bem mais próximas, ao alcance da mão para serem mitigadas... e ao invés são instigadas.

Irónico!

É preferível um pirata com uma perna de pau e uma pala no olho, que não deixe dúvidas sobre o que é.

Desejo um bom serão