domingo, maio 25, 2008

Meu Portugal

Tinha na mão uma rosa encarnada
Olhos de marinheiro envelhecido
De quem muitas lutas tinha vencido
De quem fez da vida uma longa estrada

Tinha nos cabelos o vento Norte
Tinha a sua frente o mar infinito
rasgou o véu do céu com alto grito
tremeu o mundo todo ao brado forte

Já foi grande majestoso e bonito
Hoje é sombra do que já foi um dia
De todo o bom que foi só sobra o mal

Deserto, estéril, pobre e maldito
um triste monstro em longa agonia
que fizeram de ti, meu Portugal?



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