terça-feira, setembro 02, 2008

Nau

Simples nuvem se desprende
dos olhos que correm livres
entre os escolhos enternos
do pensamento.

Construí do nada,
do Ás de Paus, da carta marcada
o envelope que te enviei.

Soerguido na espuma das ondas
apaga-se tudo de mau.
Eu sou rei, tu és nau.

7 comentários:

Anónimo disse...

Cheque-Mate ao Rei...

Alexandre disse...

Para isso, seria necessário venceres-me neste jogo. E até hoje ninguém me venceu! :-)

Anónimo disse...

Será? Com toda a sinceridade e verdade, sentes-te vencedor neste jogo?

Alexandre disse...

Mesmo que não me sinta vencedor, não me sinto vencido. Não abandono o jogo a meio, por isso, ganho por desistência do adversário. Há muitas situações em que vou perdendo. Mas as pessoas que passam na minha vida, por muito ou por pouco tempo, são todas vitórias! :-)

Anónimo disse...

Desistência ou a preparação de uma nova jogada?
A paciência e o elemento surpresa são chaves importantes para a vitória final.
O que se quer é que o adversário baixe a guarda.

Alexandre disse...

Não reconheço a covardia como uma estratégia...

Oblívio Denego disse...

Peço desculpa pela intromissão, mas confesso que me interessei pela vossa esgrima de argumentos e não posso deixar de invocar alguns dos princípios básicos de estratégia militar de Sun Tzu, nomedadamente:

1) O exército mais fraco evita o campo de batalha aberto onde indubitavelmente perecerá

2) O exército mais fraco utiliza os condicionalismos do terreno para reverter o rumo da batalha a seu favor

3) Se o exército mais forte perseguir interminavelmente e sem recursos de subsistencia o oponente em fuga, enfraquecerá

4) Uma guerra só termina com a capitulação de uma das partes. Se o prémio da vitória não compensar o esforço de guerra não faz sentido prosseguir com a peleja. É sensato abandonar o campo de batalha, sem perdas, para poder combater OUTRAS guerras mais meritórias.

Para concluir, "Valentia" não é sinónimo de sabedoria. Os "covardes" viverão sempre para ver nascer o sol do dia seguinte. Os heróis não.

Mais uma vez peço desculpa pela intromissão e pelo alongamento da dissertação, até mesmo porque desconheço a razão da disputa, mas que desejo que vença o melhor (se é que há algo a vencer).

e Desejo um bom serão