sexta-feira, setembro 19, 2008

Não há ondas no teu mar

Não faças poemas rumorosos
com metáforas refinadas
de ondas cinzeladas
e acácias de papel.
Não inventes cores e tempestades
nem aves azuis de saudades
que tu pretendias ter.
Se escreveres, escreve a calmía
de um vento que nada bule
sem uma gota agitar,
porque eu vi, no fundo dos teus olhos,
que não há ondas no teu mar.

1 comentário:

Oblívio Denego disse...

Um estilo diferente.
Harmonioso de métrica.
Sensivel de conteudo.
A desconexão de rima quase passa despecebida.

Sem ironia
quiçá dir-se-ia
que houve inspiração
para o arranjo em questão.

e Desejo um bom serão

PS:
peço perdão
não resisti à tentação

PPS:
...pois então!

PPPS:
...ão