segunda-feira, setembro 15, 2008

O Amor não se faz na carne

Não vos podem tirar de mim
deste pacto de sangue e alma que nos liga
fui pai de coração
não fui mãe de barriga
mas o amor não se faz na carne.

Plantei em vós sementes
de sonhos que queria ter,
recebi de vós os frutos
frescos, doces, maduros
que nunca sonhei colher.

Hoje há pontes criadas
espaços no meu coração
poemas que se escrevem sozinhos
quadros pintados à mão.

Não há limites para o sonho
estando juntos a sonhar.
Podem querer que nos afastemos
mas nós não vamos deixar!

Quadros, fotos, poemas,
futebol e carrocel...
E todo o mundo que nasce
de uma folha de papel.

Guardo na escrivaninha
um molho dos vossos papeis,
e gostava que soubessem
que gosto de vós... pincéis!


Aos meus queridos pincéis

1 comentário:

Oblívio Denego disse...

?!?!?!?!?
"Pincéis"?!!
"Pincéis"...
Muito bem... que sejam pincéis.

Foi conseguido um objectivo fantástico: No meio de tantas trovas apenas ficou "pincéis".

Nada mais!

Bravo.

Com uma única palavra o mesmo objectivo poderia ter sido atingido.

Não posso acreditar...

Lendo uma vez mais nota-se um desvio de noventa graus ao curso normal, como que a fugir de algo.

Engano-me muitas vezes... pode ser que seja apenas mais uma.

Desejo um bom serão